O que Deus tem a Ver com a sua Fome

Depois de passar metade da minha vida fazendo dieta, eu não me canso de repetir a frase “eu não faço mais dieta”. Foi uma decisão de vida: mudar a forma como eu via o mundo, como queria me relacionar e viver nele. Alguma coisa me dizia que viver tinha que ser mais do que “só aquilo” e pra me transformar, investiguei tudo que pensava e sentia.

Foi aí, quando me reconectei com minha verdade, que a mágica começou a acontecer.

Eu não tinha um nome para o que estava vivendo, mas não podia negar que era algo maior que minha mente, meu passado, minhas histórias do que era certo e errado. Foi muito tempo questionando minhas crenças sobre o mundo, buscando respostas científicas e espirituais. Hoje eu digo que a minha relação com a comida abriu caminho para incríveis transformações internas e para um entendimento maior da PRESENÇA que a maioria das pessoas chama de Deus e eu chamo de universo.

Eu acredito no Deus que a maioria das pessoas chama de Deus?

Não. Eu não acredito naquele que vive no céu, naquele que sabe todas as coisas e que atende a todas as preces. Eu não acredito no Deus de cabelo branco comprido e visão de raio X, que favorece algumas pessoas, alguns países, algumas religiões e não outras, mas acredito muito no mundo além das aparências e principalmente que existe muita coisa que não podemos ver ou tocar. E acredito – porque vivi isso várias vezes – que o mundo além das aparências é tão real quanto uma casa, uma borboleta, teu computador. E acredito no amor. E na beleza. E acredito que todas as pessoas tem talentos e potenciais únicos que infelizmente muitas vezes não manifestam porque não tem espaço numa vida tão cheia de regras.

Acredito que a melhor definição de Deus é aquela que usa a vida e o sofrimento – exatamente o que acreditamos que precisamos esconder ou consertar – como um caminho para o centro do próprio amor. Esse amor é o que eu chamo de ‘a verdade’, que existe dentro de todos nós e que nos desconectamos tão facilmente dele. Deus, o amor, a verdade é o que mata aquela fome que insistimos em achar que é de comida. Mas é fome de mundo, fome de vida, fome de interiorizar a beleza ao nosso redor.

Quando você vê o pôr-do-sol e decide parar, prestar atenção, admirar, olhar as cores, sentir o calor e o vento ou faz o mesmo com uma flor, olha os detalhes, sente a textura e o perfume. Toda vez que você faz isso, com uma criança, um animalzinho, o mar, uma planta, o céu, a lua ou uma obra de arte, é como se estivesse inspirando toda aquela perfeição. Quando você se relaciona com outra pessoa com intensidade, curiosidade e atenção, o amor que você recebe de volta também mata sua fome. Correr atrás dos seus sonhos e do que é importante pra você mata sua fome.

E desculpa, eu queria poder pular a parte do ‘mas’, MAS a maioria de nós não faz isso. Nós não observamos de verdade o mundo ao nosso redor, não prestamos atenção às coisas boas que já existem nas nossas vidas. E, por isso, nunca temos a sensação de já ter ou ser suficientes. Nós não interiorizamos o que nós já temos e acabamos sempre sentindo esse vazio de que falta alguma coisa.

A verdade e a fome não podem coexistir. Preste atenção, um dia de cada vez, como está sua vida, o que você pode fazer pra ter mais amor, beleza e verdade no seu dia a dia e depois me conta aqui nos comentários, vou amar saber.

Com amor, leveza e alegria,

Lígia Fabreti

 

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